Gil Castello Branco

Por Luiz Felipe Guimarães (1º ano/ECA-USP)

Foto: Vinícius Gorczeski (4º ano/Metodista)

Repórter: Gil, na sua opinião quais são as dificuldades que o jornalismo atual tem para fazer a cobertura dos gastos públicos? É a falta da transparência do governo ou a falta de preparo do jornalista?

Gil Castelo Branco: Olha, eu acho que essa transparência aumentou muito nos últimos anos. Eu sempre lembro que em 1991 um jornalista teve que pedir emprestado uma senha ao senador Suplicy para fazer uma investigação sobre aquela Legião Brasileira de Assistência… Hoje em dia essa informação poderia ser obtida no Portal da Transparência, no SIGA Brasil com a maior facilidade. Agora esses portais ainda são pouco comunicativos, pouco amigáveis, então na realidade exigem que o jornalista tenha uma certa formação e mesmo que conheça alguns conceitos orçamentais para que ele possa efetivamente navegar nesses portais. Então eu diria que esses portais têm que se tornar mais amigáveis e que também os jornalistas têm que se acostumar que hoje em dia  existe informação que está bem em baixo de nossos narizes e que nós podemos utilizar para a cobertura jornalística.

Repórter: Você poderia falar rapidamente como funciona o Contas Abertas?

G.C.B.:  O Contas Abertas é uma organização-não-governamental. Na realidade, nós fazemos um acompanhamento diário dos gastos do Governo Federal, porque nossa estrutura não permite que nós façamos para estados e municípios. Nós navegamos nesses portais há muitos anos, e, portanto, temos alguma habilidade para navegar nesse tipo de site. Graças a essa habilidade algumas empresas nos contratam, e é isso que mantém o Contas Abertas. Por exemplo, o UNICEF, a Confederação Nacional da Indústria, a FIESP, etc. São empresas que contratam o Contas Abertas para obter informações que esses sites às vezes até possuem mas não têm tanta familiaridade com esses portais. É desta maneira que somos remunerados. Além disso , te um site que mantemos e oferecemos cursos. Eu diria que nesses últimos 12 meses nós treinamos cerca de 500 jornalistas em parceria até com a própria ABRAJI, fazendo cursos presenciais e à distância.

Repórter: E como o jornalista pode utilizar os portais?

G.C.B.:  Pois é olha, na verdade hoje em dia existem vários portais. importantes. Existe o Portal da Transparência, que é do Tribunal de Contas da União, existe o SIGA Brasil, que é do Senado Federal, existe o site do Ministério do Planejamento, que possui informações muito boas de empresas estatais. Também no próprio site do Ministério do Planejamento você encontra informações sobre  pessoal, quantitativo de pessoal  em funções comissionadas… Você tem outros sites como a Secretaria do Tesouro Nacional, que tem séries históricas muito ricas, algumas que começam em 1980. Então, quero dizer, o que nós fazemos aqui é justamente mostrar para os participantes onde estão essas informações, já que elas não estão concentradas em um único lugar, elas estão dispersas em vários portais.

Repórter: E a sua opinião sobre a primeira manhã do Congresso?

G.C.B.: Olha, eu tive a oportunidade e o prazer de participar dos seis Congressos. Este, sem dúvida nenhuma, é o mais bem organizado e com a melhor programação. Eu acho que eu não conheço outro evento semelhante que tenha esta qualidade. Então, eu parabenizo a ABRAJI pela realização do evento. Não só o Fernando Rodrigues,  mas a Veridiana, o Guilherme, pessoas que eu sei que estiveram profundamente envolvidas com o Congresso pela realização de mais esse evento.

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