Uma classe que traz novos paradigmas

Por Michele Francisco (3º ano /Anhembi Morumbi)

A classe C é uma classe em plena ascensão no Brasil e tem se destacado em diversos setores da sociedade e da economia. Segundo pesquisa da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), essa classe cresceu 47,94%, está emergindo e tem um poder de força no país. Para a editora sênior da revista Exame em Brasília e representante do Brasil no Comitê Internacional da Online News Association (ONA), Angela Pimenta, o “jornalismo precisa de um canal direto para falar com essa classe, que quer construir carreira, quer trazer melhorias para o seu bairro, e são formadores de opinião”.

“Os jornalistas estão em um território novo e desconhecido. A classe C não quer ser tutelada, ela quer é ser informada”, afirma Pimenta. Para a jornalista, na medida em que a classe média sobe, ela se torna mais consciente do seu poder de voto e do seu papel como pagadora de impostos. “Os jornalistas precisam cobrir de maneira mais interessante o que é relevante” conclui.

Marta Gleich (RBS), Mauricio Stycer (UOL) e Angela Pimenta (Exame)

O jornalismo on-line traz muitas oportunidades para falar de maneira mais intensa com a classe C, é uma classe que tem um peso inédito no consumo, no acesso à internet, e na formação da opinião pública. Pimenta acredita que é através desse canal que o jornalismo tem conseguido informar essa classe, e permitiu que passasse a refletir mais. “Não temos que ser um jornalismo apenas para a classe A e B, temos que trazer notícias com todos os segmentos da sociedade”.

Para Pimenta, o jornalismo de serviço, que é o “patinho feio” das redações, é um dos caminhos para abordar temas difíceis para algumas classes. É também a maneira para aproximar essa população do que eles precisam. A jornalista responsável pelo negócio de Internet do Grupo RBS, Marta Gleich, se utiliza das novas mídias para prestar serviços de interesse público. “A linha de comunicação era só para os jornalistas, a Revolução Digital trouxe a interatividade, o que aproximou o público do veículo. Essa proximidade nos possibilitou receber críticas, cobranças e novas ideias de pautas” afirma.

“O interessante não é o jeito que contamos a história, e que está mudando de uma maneira rápida, interessante”, conclui Gleich. Ela enfatiza que o importante é ter o público, as histórias e o trabalho dos jornalistas no meio. “É preciso ter uma visão multimídia da pauta, não tem mais limite para a maneira de contar as histórias”. Para ela o jornalismo “buraco de rua” que é a pauta mais chata de se fazer, tomou novos rumos com as mídias digitais, deu a ele mais visibilidade, mais repercussão.

A palestra A reinvenção da notícia? O que todo repórter deve saber sobre a expansão das novas mídias no país foi realizada das 11h às 12h30 de 2 de julho de 2011, na sede da universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, como parte do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (www.abraji.org.br). Palestrante: Marta Gleich (RBS) e Angela Pimenta (e-mail apimenta11@gmail.com – download da apresentação). Moderador: Mauricio Stycer (UOL)

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Sobre Victor Santos

Jornalista pela Unesp/Bauru.

Publicado em 2 de julho de 2011, em Jornalismo on-line e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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