Arquivo da categoria: Fundamentos da Reportagem

“É preciso trocar informação”

Por Camila Moura

O que você, estudante de jornalismo ou foca, acharia se pudesse ter acesso ao making off das grandes reportagens, vencedoras dos principais prêmios de jornalismo do país? Todos os segredos e dificuldades seriam desvendados. Essa é a ideia de um projeto que nasceu há 5 anos, e foi retomado nos bastidores do 6º Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji por Sergio Gomes (OBORÉ) e Angelina Nunes (editora assistente da editoria Rio do O Globo e coordenadora o grupo de Administração Pública).

 

A ideia principal é fazer com que o regulamento dos concursos que premiam reportagens tenham uma cláusula que obrigue os vencedores a descrever em detalhes todo o processo de realização, desde a origem da pauta, as dificuldades e fontes de pesquisa, até chegar ao resultado final. Assim, grandes profissionais estarão contribuindo para a formação do jovem jornalista, uma vez que esse material ficará disponível às universidades.
Registramos o encontro de Sérgio Gomes e Angelina Nunes. Assista ao vídeo e confira:

Investigação criminal e os avanços tecnológicos na área

Por Aline Santana (4º ano/Mackenzie)

Foto: Luana Copini (4º ano/Mackenzie)

Em formato inusitado, com um dos participantes via Skype, aconteceu no sábado (3) a palestra “DNA: o avanço das investigações policiais”, com a participação de Joe Blozis, ex-chefe do CSI (Crime Scene Investigation) da Polícia de Nova York, Hélio Buchmüller, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais e Steve Weinberg, diretor-executivo da Investigative Reporters and Editors (IRE). Eles discutiram o uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas na investigação.

Joe Blozis (CSI Polícia de Nova York)

Blozis explicou como funciona o trabalho da polícia novaiorquina e, muito bem humorado, chegou a dizer que era bem diferente do que assistimos nos seriados de televisão, “As ferramentas de investigação não estão tão avançadas assim”.

Um dos pontos principais apontados pelo policial que comandou o CSI de Nova York durante 13 anos foi quando falou da investigação criminal baseada nos traços de DNA do local do crime. Também mostrou a importância de um banco de dados e como este é um caminho para se precisar como se deu o crime, evitando assim que inocentes paguem por atos que não cometeram.

E utilizando-se da tecnologia para enriquecer a discussão, por meio do Skype Weinberg comentou sobre os avanços e o uso da tecnologia da apuração e investigação jornalística em seu país.

Buchmüller expôs o projeto brasileiro de banco de DNA, que funcionaria com a esfera estadual em parceria com a Polícia Federal. Buchmüller frisou que as tecnologias em investigações criminais andam a passos lentos no Brasil. A palestra seguiu à discussão sobre a disponibilização do banco de DNA para investigações criminais e qual o papel da imprensa para divulgar a causa no Brasil, na medida em que ajudaria a Justiça a obter provas mais contundentes sobre determinado crime e, principalmente, sobre os culpados.

A palestraDNA: o avanço das investigações policiais” foi realizada das 11h às 12h30 de 2 de julho de 2011, na sede da universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, como parte do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (www.abraji.org.br). Palestrante(s): Hélio Buchmüller (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais)Joe Blozis (CSI Polícia de Nova York) Steve Weinberg (diretor-executivo da Investigative Reporters and Editors)

O desafio de ensinar o jornalismo investigativo

Por Camila Moura (2º ano/FIAM)

Foto: Lina Ibañez

A investigação é primordial em qualquer matéria jornalística. Ao trazer ao conhecimento da sociedade um fato de interesse público, o jornalista pode desde apressar um processo que demoraria anos para ser concluído até estimular a reformulação de leis.

Em sua palestra no 6º Congresso da Abraji, o professor Solano Nascimento da Universidade de Brasília apresentou casos em que o jornalismo investigativo foi fundamental por causa de reportagens que causaram grande impacto na sociedade, além de alertar e impedir a incidência de novos abusos e situações problemáticas.

“É difícil o jornalismo investigativo mudar governos ou mudar toda uma estrutura. Agora, fazer reformas é possível e, para determinados grupos de pessoas, elas são muito importantes”, disse, referindo-se a um episódio ocorrido em 2006 na região de Imperatriz (MA). Na ocasião, 16 pessoas morreram de forma misteriosa, agricultores entre 14 a 45 anos de idade. Posteriormente descobriu-se que a causa das mortes foi um fungo no arroz, colhido e consumido pelos trabalhadores.

Assim como os estudantes, os profissionais que ensinam o jornalismo investigativo também precisam se atualizar constantemente para poder proporcionar aos alunos encontros e trocas de experiências com jornalistas, no ambiente educacional.

A falta de critérios e atenção ao apurar uma notícia pode levar um veículo a cometer equívocos e transmitir informações que eventualmente não correspondem à realidade. Em suas aulas, o professor Solano aborda temas que treinam a perspicácia do universitário.  “Ele é provocado a olhar toda notícia com desconfiança, descobrir o que está errado”, explica.

Edson Flosi, professor da Faculdade Cásper Libero, lembra com pesar a ausência da disciplina de jornalismo investigativo, ou reportagem policial, na grade curricular das universidades brasileiras. Para ele, a reportagem policial tem diferenças importantes em relação às reportagens que abordam esportes ou saúde, por exemplo.

Luciana Kraemer, Solano Nascimento e Edson Flosi

“O repórter policial foge da versão oficial. Ele enfrenta a polícia, promotores, delegados, e ainda tem que ter outras qualidades como malandragem, esperteza, frieza, raciocínio e, principalmente, a desconfiança. Das especialidades do jornalismo, a mais difícil de ensinar é investigativa, porque depende muito mais do interesse do aluno”, conclui.

A palestra Jornalismo investigativo nas universidades foi realizada das 16h às 17h30 de 1º de julho de 2011, na sede da universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, como parte do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (www.abraji.org.br). Palestrantes: Solano Nascimento (UnB), Edson Flosi (Cásper Líbero) Moderador: Luciana Kraemer (Unisinos/Abraji)

Fazer jornalismo investigativo é retratar por completo a realidade

Por Michelle Magri (4º ano/Uninove)

Foto: Lina Ibañez

“O jornalismo investigativo consolidou-se no mundo todo como sinônimo de bom jornalismo, de reportagens profundas, alentadas, que procurem esgotar um determinado assunto”. Foi com o pensamento do presidente da Abraji, Fernando Rodrigues, que o repórter especial do Diário de Pernambuco, Vandeck Santiago, e o vice-presidente da Rede Paranaense de Comunicação, Guilherme Cunha Pereira, definiram jornalismo investigativo.

Para Santiago, que iniciou a carreira em 1985, todo veículo deveria direcionar ao menos três jornalistas da equipe para a produção de matérias especiais. Segundo ele, o primeiro passo para um jornal deixar de ser regional e tornar-se nacional é investir em pesquisas aprofundadas. “Toda matéria deve começar com uma boa pesquisa. Hoje o jornalista não tem mais tempo para ir a uma biblioteca, pesquisar na internet se há alguma tese ou alguma dissertação sobre o assunto, mas isso é fundamental”.

Vandeck Santiago discute o diferencial do jornalismo investigativo

Santiago afirma que a grande preocupação dos jornalistas, deve ser transformar um fato corriqueiro em documento da realidade. “As notícias imediatas são apenas fatos narrados. Aconteceu algo, você apurou e registrou, isso é apenas de um fragmento da realidade. Agora, à medida em que você pesquisa, traz fatos novos e os transforma em documento da realidade, você os tornam investigativos, e aí é retratada a realidade completa”.

Para Pereira, driblar a era do imediatismo e investir em um jornalismo de qualidade é extremamente vantajoso do ponto de vista institucional. “O que garante a solidez do veículo é a personalidade e a perenidade dele. Para se ter uma relação duradoura com o leitor ou com o telespectador, o veículo deve ter uma identidade bem constituída”.

Segundo o vice-presidente da Rede Paraense, ao investir em jornalismo investigativo é necessário saber que o lucro não é imediato: “o resultado econômico de um ano, por exemplo, não garante o sucesso posterior do jornal”. Para ele, a empresa tem de ter um resultado excepcional em um certo ano mas se isso não se traduzir em aumento da circulação, é muito grande o risco do resultado seguinte ser bem diferente.

Referindo-se a busca de audiência imediata, o palestrante ressalta que é preciso ter cautela, principalmente quando se comemora os ganhos financeiros. “Quem busca audiência a qualquer custo pode até obter resultados importantes a curto prazo, mas pode comprometer a sobrevivência do veículo”.

O jornalista Gustavo Mota,da Inter TV, filiada da Rede Globo em Campos (RJ), presente na plateia, conta que a palestra foi esclarecedora: “Os palestrantes esclareceram muitos pontos para mim, principalmente essa questão da identidade do veículo. Não devemos trabalhar apenas para cumprir nossa carga horária, temos que ajudar a criar a identidade do veículo em que trabalhamos. Vou tentar passar isso para o pessoal lá no Rio”.

A palestra Por que investimos em jornalismo investigativo foi realizada das 16h às 17:30h de 01 de julho de 2011, na sede da universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, como parte do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (www.abraji.org.br). A mesa foi mediada pelo jornalista Mauri König. Os palestrantes foram: Vandeck Santiago (e-mail vandeck@uol.com.br) e Guilherme Cunha Pereira (e-mail guilherme@grpcom.com)

Wikileaks vai processar as operadoras de cartões de crédito

Fernando Rodrigues, presidente da Abraji, media palestra com Kristinn Hrafnsson e Natália Viana

Por Andrea Rivera (4°ano/ Universidad Carlos III de Madrid – Intercâmbio na Universidade de São Paulo)

Foto: Vinicius Gorczeski (4º ano/Metodista)

O porta-voz do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, anunciou nesta sexta-feira durante o Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, que a organização ingressará, nas próximas horas, com uma ação legal contra as operadoras de cartões de crédito e instituições financeiras que suspenderam, em dezembro do ano passado, pagamentos e doações à organização. Hrafnsson entende que as empresas agiram alegando a suposta ilegalidade da ação do Wikileaks, que não teria sido comprovada por qualquer ação judicial.

“Eles fizeram este julgamento sozinhos, sem demonstrar qualquer preocupação com um processo justo. Este comportamento foi condenado pela Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas e é muito preocupante permitir que eles continuem a agir desta forma – disse o porta-voz da organização”.

Hrafnsson estima em milhões de euros o volume de recursos que o Wikileaks deixou de arrecadar devido ao bloqueio, já que em apenas um dia a organização conseguia arrecadar, em média, cerca de 25 mil euros por meio de doações virtuais.

“Você pode doar para a Klu-Klux-Klan, nos Estados Unidos, mas não pode doar US$ 10 ou US$ 50 para uma organização que luta pela liberdade de expressão em todo o mundo – disse o ativista e jornalista, que acredita ser este o momento de dar o troco e brigar na Justiça pelo direito de financiamento das atividades do grupo”.

Desde quando passaram a publicar uma série de telegramas do Departamento de Estado americano, no fim do ano passado, o Wikileaks e as instituições financeiras que intermediavam o pagamento de doações à causa estiveram sob intensa pressão. Uma semana depois dos documentos virem à tona, Visa, Mastercard, Paypal e outras empresas decidiram parar de processar os pagamentos à organização.

“É muito importante que cada pessoa entenda que isso não é sobre o Wikileaks, muito mais sobre o seu direito de expressão de opinião e o seu direito de ajudar a organização” – disse Hrafnsson.

Hrafnsson ainda falou sobre o trabalho dele antes de ingressar na organização, quando pertencia a uma televisão islandesa e começou a investigação sobre a crise bancária que assolou a Islândia. “De repente as pessoas perdiam casas, dinheiro… tudo e não tinham respostas. Nesse contexto os culpados foram os jornalistas, as pessoas ficaram bravas com os profissionais de imprensa por não ter previsto a crise nem informar sobre ela”. A crise forçou os jornalistas a estudarem durante messes para conseguir entender tudo o que tinha acontecido. Ele demorou uns três ou quatro meses para obter todos os dados: “era difícil conseguir informação porque os bancos estavam protegidos por uma lei que protegia o sigilo bancário, conhecida como a Lei da Mordaça. A solução passava por conseguir contatos pessoais para montar o quebra-cabeça que a economia mundial tinha virado”.

A investigação ganhou mais força quando ele descobriu o Wikileaks. “Dei uma olhada e fiquei chocado. Tinha uma lista com todos os empréstimos que os bancos tinham feito. Essa era uma nova história que ninguém tinha produzido”, falou. Esses bancos fizeram operações envolvendo milhões de libras, sem terem garantias nenhuma. Essa seria, para ele, “a história mais importante do ano, após a  crise econômica”. E quando estas notícias começaram a ser divulgadas tanto ele quanto os colegas próximos foram despedidos e o programa que veiculou as notícias foi tirado do ar. “Perdi o emprego, toda a renda e fui perseguido e processado pelas autoridades”, contou.

“Não podíamos falar sobre a crise porque estamos submetidos à Lei mordaça, mas podemos acessar a Wikileaks. Isso era hilário”.

Hrafnsson também falou sobre a parceria que o Wikileaks fez para divulgar os registros da Guerra do Iraque  e sobre o Cablegates (divulgação de documentos secretos (telegramas) da diplomacia dos EUA).  A parceria foi feita com cinco grandes veículos de comunicação, The New York Times, The Guardian, Le Monde, Der Spiegel, El País.

“Wikileaks revolucionou a mídia tradicional: a mídia como um espaço mais colaborativo e não tão competitivo”, comentou.

Ao lado de Hrafnsson estava Natália Viana, jornalista independente da agência de reportagem e jornalismo investigativo Pública, e uma das responsáveis por divulgar as informações do Wikileaks no Brasil. Dos grandes jornais, os parceiros foram a “Folha de S.Paulo” e “O Globo”. Natália contou como surgiu o convite para a colaboração.“Me perguntaram se eu podia estar em Londres em dois dias, e fui”. Durante quatro meses, quinze jornalistas independentes se reuniram para analisar cerca de três mil documentos. Agora este trabalho pode ser visto no site da “Pública”. A escolha do Wikileaks por um site independente tem a ver, segundo ela, com a natureza do meio.  Os grandes jornais são pautados pela factualidade, já Pública não se importa em divulgar documentos e informações que não sejam atuais. A jornalista também enfatizou que o grande interesse da organização não é dar furo, e sim fazer com que este material repercuta, seja amplamente utilizado por qualquer meio de comunicação.

 A palestra Wikileaks – impactos dos vazamentos para o jornalismo investigativo foi realizada das 09h às 10h30 1º de julho de 2011, na sede da universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, como parte do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (www.abraji.org.br). A mesa foi moderada pelo jornalista Fernando Rodrigues (e-mail frodriguesbsb@uol.com.br). Os palestrantes foram:  Kristinn Hrafnsson (e-mail kristinn@ruv.is) e Natalia Viana (e-mail viana.natalia@gmail.com).

Jornalismo de precisão para abordar a questão indígena

Por Taina Mansani (Cientista social/USP e 1ºano jornalismo/Cásper Líbero)

“Se não morreu ninguém, não dá para bancar viagem”. Infelizmente, essa tem sido a realidade quando a pauta nas redações de jornalismo é a questão indígena. De acordo com o antropólogo e jornalista Spensy Pimentel (USP), em palestra ministrada no primeiro dia do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, a abordagem jornalística sobre esse tema carece de análises, reflexões e mudanças.

Pimentel abordou os pontos incomuns e os discrepantes entre o trabalho do jornalista e o do antropólogo, ofícios pelos quais ele mesmo transita. Segundo afirmou, a antropologia demanda um exercício constante de tradução da cultura estudada. Logo, o trabalho em torno da linguagem seria mais cioso e meticuloso. Em contrapartida, um dos grandes desafios da prática jornalística seria a dificuldade em conciliar o exercício de reflexão em torno dos conceitos ao tempo para preparação das matérias, considerados os “deadlines” cada vez mais curtos nas redações. Nesse sentido, lidar com pressupostos e categorias de culturas alheias seria um desafio ainda maior para os jornalistas.

O interesse comercial pela notícia e a pertinência para os veículos de comunicação dos temas relacionados à questão indígena também são desafios para o jornalismo. Quando uma notícia de assassinato decorrente do conflito entre índios e garimpeiros, por exemplo, é veiculada, a equipe de jornalismo da emissora ou da redação do jornal deveriam acompanhar os desdobramentos do fato em uma sequência de matérias, o que nem sempre é viável para os veículos, tendo em vista o retorno financeiro que nem sempre acontece.

Outro problema, segundo Pimentel, seria a dificuldade do jornalista em questionar seus estereótipos e lidar com conceitos da Antropologia. Ele citou, por exemplo, matérias em que termos como “índios primitivos” são usados indiscriminadamente. O tema “identidade étnica” também é, segundo o palestrante, um dos pressupostos menos questionados por jornalistas, e que mais envolvem interesses políticos e econômicos, como no caso das demarcações de terra e do acesso aos programas sociais do governo por descendentes indígenas, a exemplo do Bolsa Família.

Constantemente, grupos políticos com interesses econômicos bastante específicos reafirmam a suposta “inautenticidade” dos índios quando esses lutam por seus direitos. Consideram que grupos indígenas “aculturados” não deveriam ser beneficiados.

Citando o antropólogo norueguês Fredrik Barth, Pimentel responde a essa questão conceituando grupos étnicos como “aqueles que identificam a si mesmos e são identificados por outros como tais”. O jornalista pondera que julgar os direitos dos índios pela sua suposta “autenticidade” ou “pureza” poderia ser falacioso.

A questão colocada, portanto, diz respeito a como o jornalista deve usar conceitos e refletir sobre os mesmos, afastando-se de pressupostos e visões estereotipadas. Pimentel conclui que “conceitos, obtenção de dados, e cultura acadêmica” são elementos centrais para a prática do jornalismo de precisão para abordar a questão indígena.

O workshop Questão indígena no Brasil: elementos para um jornalismo de precisão e investigativo foi realizado das 9h às 12h e das 14h às 17h de 30 de junho de 2011, na sede da universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, como parte do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (www.abraji.org.br). O palestrante foi Spensy Pimentel.