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Palestrantes falam sobre a relação das assessorias de imprensa como agências de comunicação

Greenlees, Chaer e Rosa debatendo jornalismo e assessoria de imprensa

Por Nathallia Sophia Marvão (Jornalista)

Foto: Nathallia Sophia Marvão (Jornalista)

Para o vice-diretor da CDN, Andrew Greenlees, o Assessor de Imprensa deve ser “meio psicólogo” ao escutar as reclamações do cliente sobre o jornalista e vice-versa.” Às vezes também tem de ser bombeiro quando não se tem tempo para pensar na hora de agir”, disse Greenlees, palestrante no segundo dia do 6º Congresso da Abraji, junto ao  diretor da MR Consultoria, Mário Rosa.

Rosa destaca que outro fator bastante importante é a utilização da comunicação integrada. “O assessor tem de ter compromisso com o que está errado nas informações que devem ser passadas para a mídia, e deixar claro em relação ao que o cliente quer ou não divulgar, precavendo que tais informações ao invés de ajudar, pode piorar a situação do cliente perante a mídia”, defende Rosa. Esse relacionamento das Agências de Comunicação com as pessoas vai além do relacionamento com a imprensa, na visão dos palestrantes.

Para Rosa, é complicado trabalhar para uma empresa onde o cliente indica o que ser divulgado, apesar de estar errado. No seu caso específico, a resposta para isso foi chegar ao cliente com algumas saídas. “Pois o importante é saber como passar para imprensa alguma resposta, fazendo com que demostre que o assessor ‘veste a camisa de onde trabalha”.

Na visão de Greenlees, os jornalistas ainda têm resistência às informações de assessorias e, por isso, conhecimento artificial sobre o que escrevem. O assessor Mario Rosa, no início de carreira, tornou-se conhecedor coberturas sobre o nepotismo e escreveu três livros sobre o assunto, como “Neputação na era digital”.

Rosa destaca o impacto das novas tecnologias no mundo atual. Ele fala que as novas tecnologias refletem nas questões éticas, morais e comportamentais nas comunicações.  Observou também que, em relação à divulgação de notícias sobre o ambiente privado dos políticos e suas famílias, o assunto ainda é pouco coberto e temido ao mesmo tempo. Ele exemplificou que teve de gerenciar uma crise em que o pai de uma cliente estava envolvido em um escândalo, que “respingou” na família.

Os jornalistas não mostram interesses em trabalhar em assessorias de imprensa, para Greenlees, e falta mais participação dos mesmos nessa área. Já Rosa afirma achar certo que os profissionais de Relações Públicas tenham participação nessas empresas, além de jornalistas.

Na maioria das vezes o jornalista tem o papel de assessor e também o de advogado, o que pode ser reconhecido como vilão ou fraco, disse Greenlees.  Ao final da palestra, Rosa conta alguns casos de como dispensou um candidato a cliente.

A palestra O jornalista e a assessoria de imprensa foi realizada das 9h às 10h30 no dia 1º de julho de 2011, na sede da universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, como parte do 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (www.abraji.org.br). Os palestrantes foram: Andrew Greenlees e Mário Rosa.

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