Joshua Benton

Por: Juliana Conte (jornalista)

Foto: Vinicius Gorczeski (4º ano, Metodista)

Joshua Benton

Joshua Benton, é diretor do Nieman Lab, um projeto da Fundação Nieman da Universidade de Harvard.
O jornalista norte-americano esteve presente no Congresso da Abraji e falou sobre os rumos do jornalismo independente nas diferentes plataformas midiáticas, principalmente, na versão online.
Benton, forneceu um panorama atual desse jornalismo e das perspectivas desse método ao redor do mundo.

Repórter: Quais são as expectativas do jornalismo independente no Brasil?
J. B: Bom, eu particularmente sei pouco sobre as iniciativas no Brasil, no entanto, acredito que esse tipo de jornalismo independente está aumentando.  Hoje na palestra mesmo, podemos ouvir da moderadora Natalia Viana, da Pública, exemplos que estão sendo aplicados por aqui. O que eu posso dizer é que as pessoas estão sim interessadas em produzir conteúdo de qualidade. Ela comentou de uma jornalista brasileira que conseguiu R$25 mil reais de associações para fazer reportagens percorrendo o mundo e vai lançar o seu blog independente. Isso é muito interessante.

Repórter: Na opinião do senhor, qual a importância desse tipo de jornalismo para a democracia?
J.B: É importante, pois dessa maneira podemos acompanhar o que o governo anda fazendo. É preciso transparência, saber para onde o dinheiro dos contribuintes está indo, por exemplo. E o público pode ajudar os jornalistas nessa função. Na palestra, agora, eu falei do caso do governo americano que de vez em quando libera pilhas e pilhas de documentos públicos para as redações.  Contudo, é muita coisa para dois repórteres analisarem. E as pessoas se comprometem a olhar esses e-mails e fornecer um feedback para nós. É muito útil.

Repórter: O senhor acredita que esse fenômeno de reportagens investigativas está aumentando no mundo? De uma maneira geral?
JB: Sim, acredito. Nos Estados Unidos, por exemplo, há vários jornalistas que estão deixando as redações tradicionais para se dedicarem a trabalhos independentes, de grandes reportagens investigativas. O que acontece é que muitos repórteres precisam sair do mainstream para  fazer suas grandes reportagens. E sem o apoio de grandes associações internacionais costuma ser difícil, pois é preciso dinheiro. Nos EUA possuímos uma grande tradição nesse tipo de órgãos, como o Knigth Center for Journalism in the Americas que pode financiar a pauta dependendo da reportagem.

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