Eduardo Faustini
Por Camila Moura (2º ano/ FIAM)
Repórter: Qual a sua opinião sobre a iniciativa da Abraji, de proporcionar este grande encontro entre profissionais e estudantes, interessados no jornalismo investigativo?
Eduardo Faustini: Eu sou fã incondicional. A Abraji hoje, em tão pouco tempo é uma das associações mais conceituadas no mundo, fazem um trabalho maravilhoso. Eu acho importantíssimo… Quem pensava que, com a morte do Tim Lopes, o jornalismo investigativo fosse acabar, se enganou, ele voltou muito mais forte e deu origem à Abraji, que é esse sucesso que estamos vendo aqui.
Repórter: O público brasileiro não conhece seu rosto, por que você escolheu este caminho e o que te motiva a continuar?
E.F: Essa vaidade é que tem que acabar de televisão. Você pode fazer televisão sem aparecer. Nós conseguimos mostrar que há espaço para todo mundo . Hoje, os produtores são repórteres, vão pra rua, pautam, levantam, editam a matéria e botam no ar (o Fantástico e a TV Globo desenvolveram isso). Se você tem dentro da redação um rapaz ou uma menina com potencial, porque não usar… a televisão não é só pra quem faz vídeo. O Tyndaro (jornalista investigativo da TV Globo, moderador), por exemplo, poderia fazer vídeo se quisesse, mas ele não gosta, prefere o anonimato. Nesse país é fundamental que você tenha gente que realize esse trabalho, que é a minha paixão.
Repórter: Qual o futuro do jornalismo investigativo no Brasil?
E.F: Só de ver essa sala cheia com essa garotada interessada é acho maravilhoso. O Brasil não pode abrir mão do jornalismo investigativo.




vc nao tem medo dessas pessoas te matar?